Vídeo | Raiza explica um pouco do passaporte biológico

Para quem ainda não sabe o passaporte biológico é um perfil genético do atleta. Uma vez realizado um teste-base de sangue, essa amostra servirá como referência para outros exames. Ou seja, caso haja alguma variável de substâncias em coletas posteriores, o esportista será investigado para justificar a alteração. Caso contrário, será julgado como usuário de doping.

Para estabelecer um programa sistemático, a Wada determinou uma lista de informações que devem estar no passaporte, tais como data e local do exame, confirmação sobre o atleta estar fora de competição ou não e comentários do médico e do esportista sobre o processo de coleta da amostra. Além disso, o atleta também poderá informar no próprio passaporte se usou alguma substância proibida recentemente para tratamento médico.

O monitoramento de exames dos atletas facilita a detecção direta e também indireta de métodos dopantes a longo prazo. A partir desta perspectiva, mesmo que a substância em si não seja encontrada no teste, os efeitos colaterais provocados por ela se tornam aparentes no organismo. Normalmente, as substâncias proibidas permanecem no corpo apenas por um período curto, o que dificulta sua detecção. No entanto, os efeitos delas ficam perceptíveis por mais tempo, assim são facilmente diagnosticados no perfil genético.

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