SRAM registra patente de câmbio com fixação no eixo e amortecimento hidráulico

O registro de patente não significa que esse projeto entrará em produção e chegará a nós consumidores de produtos de bike! As vezes a marca tem outras estratégias de mercado, como impedir que um concorrente desenvolva tal tecnologia, é uma “briga de gigantes”.

Segundo o News Live Updates, a Sram percebeu que com os grupos atuais, os cassetes ficaram mais largos, assim como o espaço entre as velocidades ficou bem menor, vide as correntes mais estreitas. Com isso, a criação de um câmbio que fique preso exatamente no mesmo lugar em todas as bikes passa a ser uma hipótese bem interessante, isso para explicar que entra aí a nova patente da SRAM.

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Nos desenhos do projeto dá para perceber uma parte do próprio câmbio no papel de gancheira, com uma peça que fica presa no quadro na mesma porca na qual o eixo traseiro vai aparafusado, o que permitiria um alinhamento perfeito entre quadro, cassete e câmbio.

 

O projeto ainda permite que o paralelogramo que faz o câmbio traseiro funcionar seja posicionado totalmente na horizontal, assim eliminando trocas involuntárias que podem acontecer quando algo atinge o câmbio verticalmente, fazendo ele se movimentar lateralmente se o paralelogramo ficar na diagonal, é algo como a tecnologia X Horizon utilizada pela SRAM atualmente, porém aperfeiçoado.

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Como nem tudo são flores… a desvantagem é que este sistema precisa de um quadro especifico para funcionar, já que a fixação do câmbio é feita no mesmo ponto de fixação que retem o eixo traseiro. Outra questão é que o projeto prevê eixos de 15mm na traseira no lugar dos atuais de 12mm.

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Atualmente muitos câmbios utilizam mecanismos de trava no intuito de segurar o balanço da corrente, sendo alguns deles por fricção. Apesar de reduzirem bastante os movimentos da corrente, este tipo de mecanismo aumenta a força necessária para trocar de marcha, já que subir a corrente pelo cassete significa superar a resistência da embreagem. No câmbios mecânicos, o ciclista percebe a alavanca um pouco mais dura, já nos câmbios eletrônicos significa um motor mais robusto e assim mais uso de energia da bateria para cada vez que o ciclista aperta o botão de troca de velocidade.

Assim um mecanismo hidráulico que controla os movimentos da corrente pode ser outra hipótese bem interessante. Em tese com este mecanismo a corrente não bateria no quadro enquanto o ciclista passa num acidentado.

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