Novo app movimenta mercado e recoloca a bike no centro da discussão
A chegada da Keeta a São Paulo aquece a concorrência no setor de delivery e impulsiona o interesse dos entregadores por modais alternativos. Hoje, as entregas de bicicleta representam cerca de 20% do total no Brasil, segundo dados do iFood. O movimento reflete a busca por meios mais econômicos, rápidos e sustentáveis para trabalhar nas ruas.
Com esse avanço, fabricantes como a Oggi Bikes observam crescimento no interesse por modelos urbanos e elétricos. A marca entende que o momento marca um ponto de virada para a ciclologística no país, especialmente diante da profissionalização do mercado.
E-bike aumenta renda e reduz desgaste
A eficiência operacional das bicicletas elétricas tem impacto direto no bolso dos entregadores. Dados públicos do iFood mostram que um trabalhador recebe, em média, R$ 8 a R$ 12 por entrega, dependendo da região.
Estudos do setor de ciclologística indicam que migrar da bicicleta convencional para a elétrica aumenta a produtividade entre 30% e 50%. Considerando apenas 10 entregas extras por dia, a e-bike pode acrescentar cerca de R$ 2.080 por mês(média de R$ 10,40 por entrega × 200 entregas adicionais/mês).
Mesmo com esse cálculo conservador, a bicicleta elétrica se paga em menos de três meses. Em áreas centrais de São Paulo, onde o fluxo de pedidos é maior, o retorno pode ocorrer em pouco mais de um mês.
Regulamentação: o que realmente mudou
Com o aumento da procura, também crescem as dúvidas sobre as supostas “novas regras” para bicicletas elétricas. Mas nada mudou agora: a Resolução Contran nº 996/2023 já está em vigor desde o fim de 2023 e apenas organizou as categorias de veículos leves.
Confira os pontos que ajudam quem quer comprar uma e-bike:
Velocidade máxima
A assistência elétrica pode atuar até 32 km/h. Acima disso, a bike funciona como bicicleta comum.
Pedal obrigatório
Para ser considerada bicicleta elétrica, o motor dependa do pedal. Modelos com acelerador independente se enquadram como ciclomotores e exigem CNH e emplacamento.
Itens obrigatórios
Toda e-bike deve ter:
- indicador de velocidade
- campainha
- sinalização noturna completa
- pneus em boas condições
- retrovisor esquerdo
O que não precisa
Cumprindo as regras acima, a bicicleta elétrica não exige CNH, registro ou emplacamento, ponto essencial para trabalhadores que querem evitar custos extras.
Modelos urbanos ganham espaço entre entregadores
Com a regulamentação clara e a expansão do delivery, cresce o interesse por e-bikes preparadas para o ritmo das cidades. Um dos destaques é a Oggi Big Wheel 8.0, já produzida dentro das normas do Contran. Ela reúne:
- bateria integrada removível
- motor de 45 Nm
- pneus mistos
- suspensão dianteira
Essas características têm atraído entregadores que enfrentam longas jornadas e deslocamentos variados.
Indústria brasileira mira o entregador
“O entregador precisa de autonomia, conforto e confiança no equipamento. O aumento do uso de bicicletas, inclusive elétricas, mostra que eles buscam soluções que reduzam o desgaste físico e aumentem a eficiência”, afirma David Peterle, CEO da Oggi Bikes.
Segundo a marca, o crescimento da demanda por e-bikes acontece porque elas combinam autonomia, conforto e baixo custo de manutenção — fatores decisivos para quem trabalha diariamente nas ruas.
Com mais plataformas de delivery disputando espaço no mercado e regras claras para o uso de bicicletas elétricas, a tendência aponta para uma aceleração da ciclologística no Brasil, com impacto direto na renda e na qualidade de trabalho dos entregadores.
Foto divulgação
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