APCCs completam 10 anos salvando as vidas dos ciclistas no Rio de Janeiro
Em maio de 2013 foi criada a primeira APCC (Área de Proteção ao Ciclista de Competição) do Brasil, motivada pela morte de Pedro Nikolay.
Conversamos com Raphael Pazos, ex-presidente e um dos fundadores da CSC-RJ (Comissão de Segurança do Ciclismo da Cidade do Rio de Janeiro) e um dos criadores das APCC (Área de Proteção ao Ciclista de Competição), atualmente na ACERJ – Associação de Ciclistas do Estado do Rio de Janeiro.
Como em outras vezes, gostamos muito do papo. Mas dessa vez deixamos a palavra com Pazos!
“Depois de todo esse tempo e muito trabalho, não se esperava todo esse sucesso. Sucesso por que depois de 10 o Rio de Janeiro conta com 5 APCCs. Outras áreas de proteção também foram criadas também em outras cidades do Brasil.
Tudo começou com a APCC Aterro e hoje posso afirmar que as áreas de proteção seguem cumprindo seu papel de proteção aos ciclistas. A existência desse trabalho junto com o poder publico, os ciclistas tem essa área para pedalar com segurança, sem precisar pedalar em estradas abertas ao trânsito.
Se hoje as pessoas tem uma área exclusiva para pedalar sem trânsito, infelizmente é devido a ciclistas que tiveram suas vidas ceifadas. Assim em homenagem aos que se foram, cada APCC tem um ciclista no nome. APCC Aterro Pedro Nikolay, APPC Reserva Guilherme Paiva, APCC Porto Marcos Ramo, APCC Parque Madureira Danilo Vidiler, APCC Dodoro Circuito Ventania. Isso é importante para deixar bem claro que é em memória a eles.
O objetivo da APCC é salvar vidas, mas outros benefícios foram percebidos. Em todos os locais onde as APCCs estão instaladas, roubos e furtos diminuíram, acidentes de carros também diminuíram, a violência diminuiu. Isso por que os agentes públicos municipais e estaduais envolvidos fazem uma varredura nos circuitos, no inicio e no termino, da operação das APCC.
Isso mostra como a sociedade ganham neste locais. Onde a população de bem se faz presente, os governos se fazem presentes, as melhorias acontecem, por exemplo os ciclistas são os olhos do poder publico, onde tem um buraco pedimos para tampar e isso fica para a população como legado, por exemplo poupando os veículos que diariamente passam nas vias. Existe uma contra partida, as APCCs não são somente para os ciclistas, mas sim para a população, para toda a sociedade.
Pessoas de outras cidades estão sempre entrando em contato para saber como se cria uma APCC e sempre damos o caminho das pedras de como chegar no poder publico, como pedi, como é, se é lei, decreto. Estamos sempre de braços abertos.”
Fotos divulgação Raphael Pazos / Felipe Duest / Bike aos pedaços
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