maio amarelo

Maio amarelo: um mês de conscientização, mobilização e discussão!

Maio Amarelo alerta para a segurança viária, mas a responsabilidade começa com gestores e decisões. Investimentos são necessários. A perspectiva de gênero e raça é vital.

Muitas pessoas talvez não saibam, mas maio é conhecido nacionalmente como “Maio Amarelo”. Esse movimento tem o objetivo de chamar a atenção para o alto número de mortes e feridos em acidentes de trânsito. Mas também de promover a discussão sobre segurança nas ruas para envolver toda a sociedade. A campanha acontece todos os anos neste mês e engloba cidades, estados e países, unindo governos, empresas, organizações não governamentais e a comunidade em geral.

O tema deste ano é “Paz no trânsito começa por você”, mas me pergunto, será mesmo? Na minha opinião, a responsabilidade, na verdade, se inicia pelos gestores e tomadores de decisão. E quando falo sobre isso, trago a discussão também acerca da construção de infraestrutura necessária para todos, principalmente pedestres e ciclistas, que acabam sendo mais vulneráveis quando o assunto é sinistro de trânsito.

A falta de investimento em transporte público, calçadas e ciclovias é histórica. É necessário avançar na priorização de políticas e investimentos em transporte público de qualidade e adequado, bem como desestimular o uso de transportes motorizados individuais, fomentar o uso da bicicleta e difundir o direito dos ciclistas e pedestres.

A falta de investimento em transporte público, calçadas e ciclovias tem sido um problema por muito tempo. Precisamos focar em políticas e investimentos para melhorar o transporte público e desencorajar o uso excessivo de carros. Também é importante promover o uso de bicicletas e garantir os direitos dos ciclistas e pedestres.

Sinistros de trânsito podem ser evitados de várias maneiras, como redesenho das vias, diminuição da velocidade, alteração nas leis e fortalecimento de políticas públicas. Esta discussão é urgente em todos os meses do ano. As mortes nas vias refletem a insegurança viária no Brasil e em outros países.

Dados

Quando olhamos para raça, números do MobiliDADOS mostram que somente em 2021, 59.34% das mortes no trânsito foram de negros e negras, e 22,51% eram de pessoas entre 20 e 29 anos. O perfil de mortes por sinistros de trânsito mostra que a insegurança viária afeta diretamente a população economicamente mais vulnerável. Ao analisar o uso da bicicleta, em 2021, foram registradas 33.813 mortes em sinistros de trânsito em todo o Brasil, de acordo com o DATASUS, do Ministério da Saúde. Os ciclistas respondem por 5% deste total, contabilizando 1.906 mortes em acidentes no país, número que tem aumentado a cada ano. Segundo o DataSUS, 35% das mortes são de motocicletas e em sua maioria homens negros e jovens, da mesma forma que os homens negros nas periferias são os maiores alvos da repressão do Estado.

"Aqui no Instituto Aromeiazero, consideramos o mês necessário enquanto iniciativa, mas costumamos discutir sobre pautas ainda mais importantes, como as sociais todos os dias. Acreditamos que não só no mês de maio, mas sempre, elas precisam estar nas mesas de discussão de empresas, sociedade civil e governo." divulgou a ONG.

Construir um trânsito seguro requer adotar uma perspectiva de gênero e raça no planejamento urbano e nas políticas públicas. Isso exige ter mais mulheres e pessoas negras ocupando cargos de poder no setor de mobilidade e transportes, esse é um exemplo de discussão que queremos ver no mês de maio.

Que os futuros Maio Amarelo sejam de muitos debates acerca das pautas mais urgentes e que levem em consideração a perspectiva de mulheres e pessoas negras, pois essa abordagem contribui na criação de cidades mais seguras para pedestres, ciclistas e usuários de transporte público.

Foto divulgação

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Maio amarelo: um mês de conscientização, mobilização e discussão!

Maio Amarelo alerta para a segurança viária, mas a responsabilidade começa com gestores e decisões. Investimentos são necessários. A perspectiva de gênero e raça é vital.

Muitas pessoas talvez não saibam, mas maio é conhecido nacionalmente como “Maio Amarelo”. Esse movimento tem o objetivo de chamar a atenção para o alto número de mortes e feridos em acidentes de trânsito. Mas também de promover a discussão sobre segurança nas ruas para envolver toda a sociedade. A campanha acontece todos os anos neste mês e engloba cidades, estados e países, unindo governos, empresas, organizações não governamentais e a comunidade em geral.

O tema deste ano é “Paz no trânsito começa por você”, mas me pergunto, será mesmo? Na minha opinião, a responsabilidade, na verdade, se inicia pelos gestores e tomadores de decisão. E quando falo sobre isso, trago a discussão também acerca da construção de infraestrutura necessária para todos, principalmente pedestres e ciclistas, que acabam sendo mais vulneráveis quando o assunto é sinistro de trânsito.

A falta de investimento em transporte público, calçadas e ciclovias é histórica. É necessário avançar na priorização de políticas e investimentos em transporte público de qualidade e adequado, bem como desestimular o uso de transportes motorizados individuais, fomentar o uso da bicicleta e difundir o direito dos ciclistas e pedestres.

A falta de investimento em transporte público, calçadas e ciclovias tem sido um problema por muito tempo. Precisamos focar em políticas e investimentos para melhorar o transporte público e desencorajar o uso excessivo de carros. Também é importante promover o uso de bicicletas e garantir os direitos dos ciclistas e pedestres.

Sinistros de trânsito podem ser evitados de várias maneiras, como redesenho das vias, diminuição da velocidade, alteração nas leis e fortalecimento de políticas públicas. Esta discussão é urgente em todos os meses do ano. As mortes nas vias refletem a insegurança viária no Brasil e em outros países.

Dados

Quando olhamos para raça, números do MobiliDADOS mostram que somente em 2021, 59.34% das mortes no trânsito foram de negros e negras, e 22,51% eram de pessoas entre 20 e 29 anos. O perfil de mortes por sinistros de trânsito mostra que a insegurança viária afeta diretamente a população economicamente mais vulnerável. Ao analisar o uso da bicicleta, em 2021, foram registradas 33.813 mortes em sinistros de trânsito em todo o Brasil, de acordo com o DATASUS, do Ministério da Saúde. Os ciclistas respondem por 5% deste total, contabilizando 1.906 mortes em acidentes no país, número que tem aumentado a cada ano. Segundo o DataSUS, 35% das mortes são de motocicletas e em sua maioria homens negros e jovens, da mesma forma que os homens negros nas periferias são os maiores alvos da repressão do Estado.

"Aqui no Instituto Aromeiazero, consideramos o mês necessário enquanto iniciativa, mas costumamos discutir sobre pautas ainda mais importantes, como as sociais todos os dias. Acreditamos que não só no mês de maio, mas sempre, elas precisam estar nas mesas de discussão de empresas, sociedade civil e governo." divulgou a ONG.

Construir um trânsito seguro requer adotar uma perspectiva de gênero e raça no planejamento urbano e nas políticas públicas. Isso exige ter mais mulheres e pessoas negras ocupando cargos de poder no setor de mobilidade e transportes, esse é um exemplo de discussão que queremos ver no mês de maio.

Que os futuros Maio Amarelo sejam de muitos debates acerca das pautas mais urgentes e que levem em consideração a perspectiva de mulheres e pessoas negras, pois essa abordagem contribui na criação de cidades mais seguras para pedestres, ciclistas e usuários de transporte público.

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