Hexacampeã brasileira no Mountain Bike XCO, comenta sua conquista logo após sua participação nas Olimpiadas de Paris 2024
“Hexacampeã brasileira na elite Mountain Bike XCO – 2015, 2016, 2017, 2020, 2022 e 2024 – em um ano desafiador, que exigiu de mim bem mais do que eu esperava. Nessas horas a gente vê o quanto os nossos planos não são os mesmos que os planos do universo.
Para mim, conquistar a vaga Olímpica e ter representado o Brasil em Paris/2024, chegando bem fisicamente diante de todos os desafios, lesões e problemas de saúde que tive durante a temporada, foi algo muito gratificante.
Infelizmente, tive uma queda, com uma pancada forte, no começo da prova Olímpica em Paris, o que eu fui sentindo os efeitos a cada volta. Nos últimos dias, as dores até se agravaram, mas não cogitei deixar de competir no Campeonato Brasileiro de Mountain Bike 2024, pois era um grande objetivo: voltar a conquistar a camisa de campeã brasileira no Cross Country Olímpico (XCO).
Viagem longa e cansativa de Paris até Congonhas, em Minas Gerais, onde ocorreu o Brasileiro. Minhas dores na costela foram aumentando nesses dias. E, para disputar o Short Track na última sexta-feira (2/8), precisei tomar alguns remédios para suportar as dores. Foi tão grande o esforço físico, que fiquei bem mal após a corrida. Com crises de vômito, o que piorou a sensação de dor na costela.”


O grande dia
“No domingo (4/8), entrei na pista para entregar tudo o que eu tinha. Sabia que teria uma camisa de campeã brasileira em jogo, com atletas bem preparadas e também motivadas.
A cada volta dei meu máximo e as dores foram aumentando, o que até me tirava força para transpor obstáculos, além de exigir mais nas subidas. Mas, não deixei de acreditar e dar meu melhor.
Emoção muito grande, tal qual as dores que senti ao terminar a prova. Ao fim, fiquei muito feliz. De conquistar o Campeonato Brasileiro pela sexta vez em minha carreira na categoria elite, além de dar esse título a minha equipe, a Squadra Oggi.
Vale falar também que a pista do Campeonato Brasileiro teve mudanças, por exemplo, em relação ao Campeonato Pan-Americano realizado lá, em 2023. E ficou muito travada, com poucos lugares de ultrapassagem.
Na estratégia, a roda que você ficaria, era algo crucial. Entrei com um set-up com pneus e suspensão bem calibrados, porque haviam trechos traiçoeiros em que você escapava a parte da frente da bicicleta.
A calibragem da minha Suspensão Manitou R8 Pro, o pneu dianteiro Rush 2.4 e o pneu Honey Badger 2.2 na traseira, foram ajustados de acordo com os treinos.
A corrida foi bem emocionante para quem assistiu. A camisa estava em jogo então todas as ciclistas estavam preparadas. A Karen Olimpio destacou-se no começo, com um início de prova muito forte. Depois, a Isabella Lacerda me passou, tendo a seu favor o fato dela ser uma ciclista escaladora e com muita técnica para descer, ultrapassando também a Karen.
Nós três estávamos ocupando o top 3. Talvez, a Karen tenha sentido o grande esforço que fez no início. E, como acontece bastante no mountain bike, a Isabella furou o pneu bem longe do apoio, o que dificultou para ela manter a liderança.
Eu fui constante o tempo inteiro, me mantendo sempre nas primeiras colocações e, quando assumi a liderança após ultrapassar a Isabella, busquei administrar a vantagem que tinha nas duas voltas finais, para me sagrar campeã nacional pela sexta vez na elite.”
Foto divulgação Alan Modesto / CBC / Ultrafotos
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