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UCI pode restringir as bicicletas de XCO a 100 mm para 2025

Um documento recém-divulgado por veículos de comunicação aponta que a União Ciclística Internacional (UCI), em conjunto com os organizadores da Copa do Mundo de Mountain Bike, teria proposto uma reforma significativa que promete virar o mundo do MTB de cabeça para baixo até 2025. As mudanças incluem a restrição das rotas de ciclismo de acordo com cada disciplina e a redução do número de equipes participantes, o que vem gerando debate entre ciclistas e equipes.

Esta seria a segunda temporada desde que a Warner Bros adquiriu os direitos de transmissão da Copa do Mundo, e, desde então, em parceria com a UCI, algumas mudanças já foram implementadas, como a unificação do calendário UCI MTB e a inclusão de disciplinas como Enduro e XCM na competição. Agora, segundo informações de meios de comunicação como Singletracks e Pinkbike, a organização estaria propondo ajustes ainda mais profundos para 2025.

O documento aponta que as medidas buscam transformar a Copa do Mundo em uma competição mais elitista, focada nos melhores ciclistas de cada disciplina. O objetivo seria proporcionar melhor planejamento e orçamento para equipes e ciclistas, além de aumentar a exposição e o valor das marcas envolvidas.

Entre as principais propostas está a limitação do número de equipes a 40, sendo 20 para disciplinas de gravidade e 20 para o XCO. Essa medida segue uma tendência já vista nesta temporada, onde as equipes UCI Elite tiveram melhores localizações e vantagens nos paddocks, enquanto outras foram colocadas em áreas mais distantes. Em 2025, o grid do XCO será limitado a 20 equipes, das quais 15 se classificarão automaticamente e 5 serão convidadas pela organização com base em critérios específicos.

Essa limitação eliminaria a possibilidade de ciclistas independentes participarem, como aconteceu com o neozelandês Sam Gaze, que viveu em uma van até conseguir seu primeiro contrato, ou com outros atletas que competiram sem grandes patrocinadores ao longo dos últimos anos.

O documento também detalha mudanças na classificação para provas de downhill (DH) e novos requisitos para que uma equipe seja convidada para a Copa do Mundo. Além disso, a partir de 2025, os pódios com os 5 primeiros colocados, uma característica marcante do mountain bike, serão reduzidos para apenas 3, em uma tentativa de alinhar a competição ao formato olímpico.

Outro ponto controverso da proposta é a restrição das bicicletas de acordo com a disciplina. Para o XCO, as bikes seriam limitadas a suspensões de 0 a 100mm, e as corridas não poderiam exceder 80 minutos. No Enduro, as bikes teriam suspensões entre 140 e 160mm, com provas de 4 a 6 horas, enquanto no DH, as bicicletas teriam cursos de 180mm ou mais, e as descidas não poderiam ultrapassar 3 minutos.

Essa última medida gerou perplexidade, especialmente entre marcas que desenvolveram bicicletas XCO com suspensões superiores a 120mm, e a aceitação dessa restrição parece incerta. No entanto, há a possibilidade de que essas diretrizes sejam mais uma orientação para o design dos circuitos do que uma imposição sobre as bicicletas.

Com essas mudanças, é certo que o mundo do mountain bike enfrentará grandes discussões nos próximos meses. A proposta para 2025 pode provocar uma transformação radical no esporte, e resta saber quais medidas serão implementadas já na próxima temporada e quais serão ajustadas ou descartadas.

Foto divulgação

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