Sabrina Custódia quebra recorde e vence no Mundial de Pista

Ouro e recorde para o Brasil

Sabrina Custódia da Silva domina o 1 km Time Trial da classe WC2 no Velódromo Olímpico do Rio de Janeiro e registra 1:20.020. A marca derruba o recorde mundial recém-estabelecido instantes antes e leva o Brasil ao topo no primeiro dia do Mundial de Paraciclismo de Pista 2025, nesta quinta-feira (16).

“A hora chegou, e não foi só o título mundial, teve o recorde mundial! É muita emoção para um dia só. Treinei muito este ano, me preparei demais para chegar neste momento. Mas mesmo sabendo que estava pronta, a ficha não caiu ainda”, comemorou a ciclista brasileira de 44 anos, que havia conquistado a prata no Contrarrelógio, no Mundial do ano passado, também no Velódromo do Rio.

Disputa ponto a ponto

A suíça Flurina Rigling gira forte e crava 1:20.299, também abaixo do antigo recorde. Sabrina entra na pista logo depois, acelera volta a volta e supera o tempo da rival. A alemã Maike Hausberger completa o pódio com o bronze.

Primeiro título mundial de Sabrina

Sabrina amplia a trajetória internacional. Depois de dois vice-campeonatos (2022 e 2024), ela conquista o primeiro ouro mundial da carreira e consolida o nome do Brasil entre as principais potências do paraciclismo de pista.

Principais recordes anteiores de Sabrina

Ouro na prova de 5.500m contrarrelógio C1-5 nos Jogos Parapan-Americanos de Santiago 2023; campeã brasileira em 2023; vice-campeã mundial 2022 na prova de pista 500m; ouro nas provas de 500 metros, Scratch, perseguição individual no Campeonato Brasileiro de pista em 2022 e 2023.

Outros recordes do dia

O Mundial começa com números históricos no Rio:

  • Claudia Cretti (WC5) derruba o recorde duas vezes no 1 km: 1:12.325 nas qualificatórias e 1:12.028 na final.
  • Austrália (Tandem Team Sprint 750 m, prova mista) crava 49.641 e estabelece novo recorde mundial. A prova reúne duplas com atleta com deficiência visual e piloto vidente em bicicletas de dois lugares.

Por que importa

O desempenho eleva o patamar técnico do evento e reforça o projeto brasileiro no paraciclismo de alto rendimento. A combinação de pista rápida, preparo físico e estratégia transforma o Rio em palco de marcas históricas e abre a disputa por mais medalhas nos próximos dias.


Foto divulgação CBC

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