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Canyon cai 7% em vendas com excesso de oferta em 2025

As vendas da Canyon Bicycles recuaram 7% nos primeiros nove meses de 2025, em um cenário que a controladora Groupe Bruxelles Lambert (GBL) descreveu como marcado por “excesso de oferta e descontos agressivos” no mercado global de bicicletas.

Mercado lotado derruba receita e margem

A Canyon somou 611 milhões de euros em vendas entre janeiro e setembro, abaixo dos 655 milhões registrados no mesmo período de 2024. O crescimento orgânico caiu na mesma proporção, enquanto o EBITDA encolheu 29%, sinalizando pressão direta de preços e margens.

Recall de baterias pesa no desempenho de e-MTB

A GBL também atribuiu parte da queda ao aviso de suspensão de uso emitido em 2024 para as e-bikes Spectral:ON (versões CF e CFR) e Torque:ON CF, após preocupações com segurança das baterias. A Canyon informou que já solucionou o problema para a maior parte dos clientes afetados, mas o episódio reduziu o ritmo comercial do segmento elétrico de montanha.

Estrada e gravel seguram a marca

Mesmo com baixo crescimento nas linhas de mountain bike e urbanas, elétricas ou não, a Canyon manteve desempenho sólido nas bikes de estrada e gravel. A controladora apontou esses dois nichos como os mais resilientes do portfólio em 2025.

Europa resiste; EUA e Ásia desaceleram

A Europa segue como o mercado mais estável da Canyon, segundo a GBL. Já Ásia e Estados Unidos reduziram demanda em meio à incerteza sobre tarifas de importação. Em abril, a empresa demitiu um número não divulgado de funcionários nos EUA dentro de um processo contínuo de ajuste local. Em julho, o veterano Ben Coates assumiu como gerente geral da marca no país.

Revisão de portfólio e mudança na liderança

Para enfrentar o ciclo de baixa, a GBL afirmou que a Canyon revisa seu portfólio, acelera medidas de eficiência e amplia a presença omnichannel para aproximar a marca dos ciclistas. A empresa inaugurou recentemente uma loja principal em Munique como parte dessa estratégia.

Em setembro, o fundador Roman Arnold voltou a uma função operacional. Ele passou da presidência do conselho consultivo para a presidência executiva após a saída de Nicolas De Ros Wallace do cargo de CEO, anunciada por mútuo acordo.

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Foto divulgação

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