Brasil domina Pan-Americano de Paraciclismo 2026

Estreia dourada coloca o Brasil em evidência

O Campeonato Pan-Americano de Paraciclismo de Pista e Estrada 2026 começou em alto nível no Velódromo Municipal de Indaiatuba, reunindo 14 países e mais de 200 atletas. Logo no primeiro dia de provas, o Brasil assumiu protagonismo ao conquistar cinco medalhas de ouro e mostrar força nas disputas de pista.

A primeira medalha veio no 1 km contrarrelógio da classe Tandem WB. Jerusa Geber dos Santos, atleta com deficiência visual, e Carolina Barbosa do Nascimento, piloto, garantiram o ouro com o tempo de 1min14s322. Na classe Tandem MB, Gustavo Henrique Araújo e o piloto Endrigo da Rosa repetiram o feito ao vencerem com 1min08s228.

Victoria Maria de Camargo e Barbosa protagonizou outro momento marcante. A atleta venceu o 1 km contrarrelógio da classe WC1 e voltou à pista para conquistar também o ouro no Sprint 200 metros, encerrando o dia com duas medalhas douradas. Na WC2, Sabrina Custódia da Silva confirmou o favoritismo e venceu a prova, reforçando a consistência da equipe brasileira.

Velódromo mantém ritmo forte até o encerramento da pista

As provas de pista seguiram até sexta-feira e mantiveram o alto nível técnico da competição. A programação contou com disputas de eliminação, perseguição individual, scratch, velocidade e velocidade por equipes, consolidando o evento como uma das etapas mais importantes do calendário continental.

Sabrina Custódia voltou ao topo do pódio ao vencer a prova de eliminação da classe WC2. No masculino, Roberto Franco Neto conquistou ouro na classe MC2 após controlar a corrida com estratégia e ritmo forte.

Ao fim das disputas no velódromo, a Colômbia liderou o quadro de medalhas da pista com maior número de ouros, enquanto o Brasil apresentou o maior volume total de medalhas, refletindo a profundidade da equipe.

Estrada decide o campeonato com provas intensas

A partir de sábado, o campeonato seguiu para o circuito montado na Avenida Domingos Ferrarezzi, próximo ao Parque Ecológico de Indaiatuba. O calor e o vento forte elevaram a exigência física nas provas de contrarrelógio e resistência.

Entre os destaques brasileiros, Lauro Cesar Mouro Chaman venceu na classe MC5 com desempenho dominante. Na Handbike MH4, Ulisses Leal Freitas ficou com o ouro após uma atuação consistente em circuito técnico. Victoria Barbosa voltou ao pódio ao conquistar mais uma medalha dourada na classe WC1.

As provas de resistência encerraram o evento com grandes disputas. Na classe MC2, o Brasil conquistou as três primeiras posições, com ouro para Edson Fernando Jorge. Na handbike MH3, Eduardo Ramos Pimenta garantiu o título em uma das categorias mais equilibradas do programa.

Superação e alto nível técnico marcaram a competição

A disputa na estrada também trouxe histórias de superação. Sabrina Custódia conquistou o bronze na classe WC2 após enfrentar três problemas mecânicos durante a prova e recuperar posições ao longo da corrida, resultado que evidenciou resiliência e preparo técnico.

Entre os atletas estrangeiros, o colombiano Carlos Andrés Vargas Villanueva chamou atenção ao vencer a classe MC5 com ampla vantagem, mostrando o equilíbrio competitivo entre as seleções do continente.

Brasil encerra campeonato na liderança geral

No quadro geral das provas de estrada, o Brasil terminou em primeiro lugar, somando 29 ouros, 29 pratas e 27 bronzes — total de 85 medalhas. A Colômbia ficou em segundo, enquanto o México completou o top 3.

O desempenho brasileiro reforçou o peso estratégico do evento, já que os resultados ajudam a definir duas vagas diretas para os Jogos Paralímpicos de Los Angeles. A União Ciclística Internacional deverá confirmar nos próximos dias quais países garantirão as classificações.

Evento reforça o crescimento do paraciclismo nas Américas

Organizado pela Confederação Brasileira de Ciclismo em parceria com a Confederação Pan-Americana de Ciclismo, o campeonato contou com apoio institucional de entidades nacionais e internacionais. A competição reforçou o Brasil como sede capaz de organizar eventos de alto nível e fortaleceu o intercâmbio técnico entre os países do continente.

Com cinco dias de provas intensas, o Pan-Americano de Paraciclismo 2026 encerrou sua programação deixando um legado esportivo importante, elevando o padrão da modalidade e projetando novos desafios rumo ao ciclo paralímpico.


Fotos divulgação CBC / Alex Santos

Aviso de Direitos Autorais: Se você é o detentor dos direitos de alguma imagem utilizada nesta matéria, entre em contato conosco. Teremos o prazer de atribuir os devidos créditos ou, se preferir, remover o conteúdo imediatamente.

Além disso você também pode se interessar: