O Comitê Olímpico do Brasil (COB) iniciou uma nova fase no financiamento do esporte nacional com o repasse direto de recursos às confederações. A iniciativa ocorre por meio do Programa Olímpico de Patrocínio (POP), que amplia o alcance dos investimentos de parceiros comerciais.
A CAIXA se tornou a primeira empresa a aderir ao programa. O modelo prevê a redistribuição de parte dos valores investidos no COB diretamente às entidades que organizam modalidades olímpicas no país.
Repasse anual chega a R$ 20 milhões até 2028
O acordo estabelece que 50% do valor investido pela CAIXA no COB siga para as confederações elegíveis. O montante alcança R$ 20 milhões por ano, com previsão de repasses até 2028.
O programa contempla confederações que participam do programa olímpico há pelo menos duas edições dos Jogos Olímpicos. A medida fortalece o planejamento esportivo de médio e longo prazo.
26 confederações entram no programa
Ao todo, 26 confederações passam a receber recursos dentro do POP. O modelo divide as entidades em dois grupos:
Pacote Básico
Inclui modalidades como badminton, boxe, canoagem, esportes de neve e gelo, esportes aquáticos, esgrima, escalada, golfe, hipismo, hóquei, levantamento de peso, pentatlo moderno, remo, rúgbi, surfe, taekwondo, tênis de mesa, tiro com arco, tiro esportivo, triatlo, vela e wrestling.
Pacote Especial
Reúne basquete, ciclismo e handebol. A patrocinadora definiu essas modalidades com base em objetivos estratégicos de marca.
Estratégia amplia impacto no esporte brasileiro
O COB destaca que o novo formato fortalece o ecossistema esportivo nacional. O investimento passa a atingir desde as categorias de base até o alto rendimento.
Segundo o presidente do COB, Marco La Porta, o apoio direto às confederações impacta a preparação dos atletas e contribui para melhores resultados internacionais.
Já a CAIXA reforça que a iniciativa amplia o papel do patrocínio como ferramenta de desenvolvimento social e esportivo, além de incentivar a formação de atletas.
Entregas incluem visibilidade e ações de marketing
O acordo prevê contrapartidas de visibilidade digital e presença em eventos esportivos. O volume de exposição varia conforme o pacote de cada confederação.
Entidades com contratos próprios com a CAIXA, como ginástica e atletismo, permanecem fora do escopo do POP. Mesmo confederações com restrições contratuais recebem parte dos recursos, sem exigência de contrapartidas, o que reforça o caráter inclusivo do programa.
Novo modelo fortalece o Movimento Olímpico
O COB avalia que o POP cria uma relação mais direta entre patrocinadores e confederações. A estratégia aumenta a eficiência na aplicação dos recursos e garante maior previsibilidade financeira às entidades esportivas.
A iniciativa também amplia a entrega de valor para as marcas, ao mesmo tempo em que fortalece o desenvolvimento das modalidades olímpicas no Brasil.
Foto divulgação
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