Pesquisa Aliança Bike 2026 revela cenário do varejo

Estudo com 308 lojistas mostra crescimento de faturamento, força do MTB e avanço do e-commerce no Brasil

A Aliança Bike divulgou a edição 2026 da Pesquisa Anual de Comércio Varejista de Bicicletas. O levantamento reúne respostas de 308 lojistas de todo o país e apresenta um retrato atualizado do setor. A entidade conduz o estudo desde 2018 e aprimora o questionário a cada ano para ampliar a leitura sobre tendências, desafios e oportunidades.

Nesta edição, a pesquisa aprofundou temas como composição do faturamento, participação de acessórios e serviços, marcas mais presentes nas lojas e a relação dos pontos de venda com a comunidade local.


Estrutura das lojas e perfil do mercado

Os dados mostram predominância de pequenos e médios negócios. Cerca de 90% das lojas operam no regime do Simples Nacional. O setor mantém presença relevante no emprego formal, com 73% dos trabalhadores contratados via CLT. Cada loja conta, em média, com cinco funcionários.

A pesquisa também revela renovação constante do mercado. Quase metade das lojas abriu nos últimos dez anos, enquanto a idade média dos negócios chega a 17 anos.


Faturamento e desempenho recente

Mais de 55% das lojas registraram faturamento anual de até R$ 500 mil. Ao mesmo tempo, quase um terço superou R$ 1 milhão. Entre 2024 e 2025, mais de 60% dos lojistas apontaram crescimento de receita.

Apesar da percepção negativa sobre a economia brasileira em 2026, quase metade dos entrevistados acredita em melhora no desempenho financeiro de suas lojas ao longo do ano.


Vendas: bicicletas lideram, serviços ganham espaço

A venda de bicicletas completas responde por 49% do faturamento médio das lojas. Nos estabelecimentos menores, serviços de mecânica e revisão ganham relevância como fonte de receita. Já nas lojas maiores, a comercialização de bicicletas mantém maior peso.

Mais da metade das lojas vendeu até 100 bicicletas em 2025. O ticket médio também se concentra em modelos mais acessíveis: mais de 60% dos lojistas afirmam que o modelo mais vendido custa até R$ 3 mil.


MTB domina e elétricas avançam

A Mountain Bike (MTB) lidera com ampla vantagem e aparece como o tipo mais vendido em 80% das lojas. O segmento de bicicletas elétricas apresenta crescimento moderado. A presença nas lojas subiu de 47% para 54% entre 2024 e 2025.

Os dados indicam que bicicletas de menor valor mantêm maior representatividade no faturamento total do varejo.


Acessórios e canais de venda

Capacetes e itens de iluminação lideram entre os acessórios mais vendidos. No ambiente digital, o e-commerce cresce conforme o porte da loja. Negócios com maior faturamento têm maior presença online.

O Mercado Livre se mantém como principal plataforma de vendas digitais, utilizado por mais de 48% das lojas que operam no comércio eletrônico.


Comunidade e estratégias de marketing

A relação com o público local segue como diferencial competitivo. A maioria das lojas organiza ou apoia grupos de pedal. Essas iniciativas fortalecem o engajamento e ampliam a visibilidade.

Entre as estratégias de divulgação, lojistas destacam o uso de plataformas online, como redes sociais e sites, além da participação em grupos de pedal.


Importância do varejo na cadeia da bicicleta

Os resultados reforçam o papel estratégico das lojas de bicicletas na economia nacional. O varejo gera empregos, movimenta renda e antecipa tendências que impactam toda a cadeia produtiva. A pesquisa da Aliança Bike consolida-se como uma das principais referências para compreender o setor no Brasil.

Mais informações no site.


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