Magnus Bak Klaris vence o Mundial de Gravel; Avancini é 11º

O dinamarquês Magnus Bak Klaris conquistou o título mundial de gravel de 2026 neste domingo (11), em Nannup, na Austrália Ocidental. Especialista na modalidade, ele superou o belga Florian Vermeersch, atual campeão, e o britânico Connor Swift em um sprint entre quatro ciclistas para garantir a camisa arco-íris. O brasileiro Henrique Avancini terminou na 11ª colocação, com o tempo de 4h12min34s.

Bak Klaris completou os 144 quilômetros da prova masculina em 4h09min05s. O percurso, com 3.713 metros de altimetria acumulada e aproximadamente 85% de estradas de cascalho, exigiu resistência física e habilidade técnica dos participantes.

O resultado interrompeu o domínio de ciclistas com experiência predominante no ciclismo de estrada nas edições anteriores do campeonato, disputado pela primeira vez em 2022.

Magnus Bak Klaris supera favoritos no sprint

A disputa pelo título masculino teve uma fuga inicial formada pelo austríaco Lukas Pöstlberger, pelo britânico Jenson Young e pelo neerlandês Peter Schulting. O trio abriu vantagem sobre o pelotão, mas acabou alcançado durante a perseguição promovida pelos principais candidatos à vitória.

Na fase decisiva, Magnus Bak Klaris, seu compatriota Mads Würtz Schmidt, Connor Swift e Florian Vermeersch se destacaram e passaram a disputar as primeiras posições.

A pouco mais de três quilômetros da chegada, Würtz Schmidt sofreu uma queda em uma curva. O dinamarquês conseguiu retornar à disputa, enquanto os demais ciclistas reduziram o ritmo.

Pódio masculino

Nos metros finais, Swift lançou o sprint e assumiu a dianteira. Bak Klaris aproveitou a roda do britânico para preparar sua arrancada e ultrapassá-lo antes da linha de chegada.

O dinamarquês conquistou o título, seguido por Vermeersch e Swift. Würtz Schmidt completou a prova na quarta colocação, depois de também disputar a vitória até os quilômetros finais.

Antes da largada, Bak Klaris não se considerava o principal favorito. Seu objetivo inicial era brigar por uma vaga no pódio, mas a estratégia na parte final da corrida permitiu que ele alcançasse o maior resultado de sua carreira na modalidade.

Henrique Avancini termina o Mundial na 11ª posição

Henrique Avancini representou o Brasil na disputa da elite masculina e concluiu o Mundial na 11ª colocação, com o tempo de 4h12min34s, a 3min29s do campeão.

O brasileiro chegou à competição depois de conquistar a classificação na UCI Gravel World Series, em uma prova realizada em Camboriú, Santa Catarina, em março.

O resultado em Nannup colocou Avancini entre os 11 melhores da elite masculina em uma edição marcada pelo percurso exigente e pela presença de especialistas internacionais do gravel.

A participação também reforça a presença brasileira em uma modalidade que ganhou espaço no calendário internacional da União Ciclística Internacional (UCI) nos últimos anos.

Marianne Vos conquista o bicampeonato mundial

Na elite feminina, a neerlandesa Marianne Vos conquistou seu segundo título mundial de gravel. A ciclista repetiu o resultado de 2024 e ampliou sua coleção de títulos mundiais em diferentes disciplinas do ciclismo.

Pódio feminino

Vos completou os 125,6 quilômetros em 4h40min04s. A alemã Rosa Klöser terminou na segunda colocação, 27 segundos atrás da campeã, enquanto a neerlandesa Larissa Hartog garantiu o terceiro lugar, a 2min15s.

A decisão ganhou contornos dramáticos nos quilômetros finais. Vos e Klöser protagonizaram a disputa pela vitória, mas a alemã sofreu uma queda em uma curva durante a fase decisiva.

A neerlandesa aproveitou a situação para abrir vantagem e seguiu sozinha até a chegada, garantindo mais uma camisa arco-íris.

O título confirma a versatilidade de Vos, uma das ciclistas mais vitoriosas de sua geração, e reforça sua capacidade de competir em diferentes formatos de corrida.

Mundial de Gravel estreia fora da Europa

A edição de 2026 marcou a primeira realização do Campeonato Mundial de Gravel da UCI fora da Europa. Nannup, na Austrália Ocidental, recebeu as disputas em estradas de cascalho cercadas por florestas, áreas rurais e subidas exigentes.

A prova masculina contou com 144 quilômetros e 3.713 metros de altimetria acumulada. Entre as mulheres, o percurso teve 125,6 quilômetros e 3.179 metros de subida.

Com aproximadamente 85% do trajeto masculino em estradas não pavimentadas, o campeonato exigiu dos ciclistas não apenas preparo físico, mas também controle da bicicleta, leitura do terreno e capacidade de administrar o esforço ao longo de várias horas.

A vitória de Bak Klaris e o bicampeonato de Vos encerraram a disputa das principais categorias do Mundial de 2026, enquanto o resultado de Henrique Avancini marcou a participação brasileira na elite masculina.

Mais informações no site da organização.


Fotos divulgação

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