Pâmella Oliveira: reflexões de uma mulher de ferro

Faltam palavras para Pâmella Oliveira descrever as sensações de completar uma das competições mais desafiantes de sua carreira. Após uma estreia triunfante no IRONMAN Brasil 2019, realizado no fim do mês de maio em Florianópolis (SC), a triatleta reflete sobre a trajetória que a transformou numa mulher de ferro e o título de vice-campeã.

“O Ironman é realmente um desafio com um percentual mental muita grande, é uma prova psicológica do quanto você está disposto a se entregar para chegar lá e a sentir dor”, diz Pâmella Oliveira que mesmo sendo dona de um histórico esportivo poderoso – com duas participações Olímpicas, quatro títulos de campeã em provas na distância Ironman 70.3 e um histórico top 4 no Mundial de 70.3 em 2018 na África do Sul – ela relata que a sensação de realizar um Ironman “full” é dolorosa, porém gratificante.

“O Ironman foi uma prova do quanto sou forte e consigo suportar a dor e o sofrimento. No final, é um sentimento de superação e empoderamento, acredito que é isso que a maioria das pessoas busca, por isso elas voltam todo o ano”, analisa.

Pâmella Oliveira reflexões de uma mulher de ferro (2).jpg
Foto divulgação

Superação e força de vontade constroem o ser humano que busca a evolução física e mental, por isso “a dica que dou ao atleta que pretende encarar um Ironman pela primeira vez é para estar com muita disposição para fazer prova, pois ela vai testar seus limites e quando a conta chega, acredite porque ela vai chegar, você vai precisar de muita força de vontade para superar aquele momento de dor. É claro, ninguém vai fazer nada sem treinar. Por isso tem que chegar para a prova com a cabeça fresca e muito disposto a encarar um dia todo de sofrência”, conta Pâmella que completou com o tempo de 9h03min46seg, em que o tempo limite dado pela organização para completar a competição é de 17 horas.

A Ironwoman Pâmella Oliveira saiu satisfeita com seu rendimento e agora retoma todos os seus esforços para o Campeonato Mundial de IRONMAN 70.3 que acontecerá em Nice, na França, no mês de setembro.

“Minha meta sempre é o pódio. Meu plano deu certo. Cada modalidade poderia ter feito um pouco melhor, mas no final eu fiz exatamente que eu queria. Fiquei muito feliz com meu tempo (9h03min). Poderia ter feito sub-9 (abaixo das nove horas), mas as condições do ciclismo foram bem difíceis e a corrida é realmente tudo que falam e mais um pouco, em que minha previsão era começar mais forte e na hora que quebrasse de suportar até o fim”, descreve a triatleta capixaba que mora e treina com o time da CPH Brasil em Balneário Camboriú (SC).

Pâmella Oliveira reflexões de uma mulher de ferro (1).jpg
Foto divulgação

A superação de Pâmella contou com o importantíssimo suporte dos equipamentos esportivos e alimentação adequada, como da bicicleta S-Works Shiv, sapatilha S-Works Exos, capacete S-Works TT, tênis Mizuno Shadow e suplementação da Probiotica.

“Estou demais com tudo isso, itens fundamentais para meu resultado. Fiz alguns ajustes na minha bike S-Works Shiv, afinal, foi nela que passei grande parte do tempo de prova (4h57min30s). Melhorei ainda mais minha posição e aprendi a tirar vantagem do sistema de hidratação integrado no quadro”, explica Pâmella usou ainda as rodas Roval 321 e a Roval CLX 64 com pneus S-Works Turbo Pro, calibragem em torno de 95 psi, além dos rolamentos CeramicSpeed no movimento central, rodas e câmbio traseiro.

Mais do que do que um evento esportivo, o IRONMAN Brasil 2019 comprovou que foi uma oportunidade de 1500 atletas e 38 nações expandirem os limites físico-mentais para cumprir os 3.8 km de natação, 180.2 km de ciclismo e 42.2 km de corrida. E completar tudo isso é uma conquista pessoal que ninguém tira. Parabéns à todos!

 

Deixe uma resposta

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.