Wada atualiza a lista de substâncias proibidas para 2022

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Principal mudança é a inclusão de todas as vias injetáveis de glicocorticóides no período de competição, a partir de 1º de janeiro

A Agência Mundial Antidoping (Wada) atualizou a lista de substâncias proibidas, que assim passará a vigorar a partir do dia 1º de janeiro de 2022. A principal mudança é a inclusão de todas as vias injetáveis de glicocorticóides (categoria S9). Até 31 de dezembro deste ano estão proibidas apenas as vias de administração oral, retal, intravenosa e intramuscular. Assim sendo permitidas todas as outras vias, que incluem, por exemplo, injeções peritendíneas ou intra-articulares. Vale destacar que a categoria S9 é considerada doping somente em competição.

O Comitê Executivo da Wada propôs durante a reunião de setembro de 2020 a proibição de todas as aplicações injetáveis de glicocorticóides em competição. Embora essa modificação tenha sido aprovada, órgão pediu à administração da agência para implementar a restrição apenas a partir de 1º de janeiro. Assim, a fim de permitir tempo suficiente para que as partes interessadas aprendam e se adaptem à mudança.

“Os glicocorticóides têm potencial para melhora de desempenho e podem representar riscos para a saúde. Estudos mostraram que muitas das vias injetáveis que eram permitidas acabavam resultando em concentrações plasmáticas compatíveis com as vias sistêmicas proibidas. Além disso, injeções peritendíneas ou intra-articulares, algumas vezes inadvertidamente acabavam se tornando intramusculares”, então explicou o doutor José Kawazoe Lazzoli, presidente da Confederação Pan-Americana de Medicina do Esporte e da Comissão de Autorização para Uso Terapêutico (CAUT) da Autoridade Brasileira de Controle de Dopagem (ABCD).

Regra mais clara

Se houver a necessidade médica para uso da substância, o atleta pode solicitar uma autorização para a Wada.

“A mudança torna a regra mais clara, segura, e evita o desgaste da imagem do atleta com um teste positivo. A saúde do atleta sempre será a prioridade. Entretanto, havendo comprovada necessidade, uma Autorização de Uso Terapêutico (AUT) deve ser solicitada. Entretanto obedecendo aos requisitos indicados pelo Código Mundial Antidoping. O atleta continua responsável pelo que é encontrado em sua amostra. Mas também a equipe médica também tem o dever de conhecer e respeitar a regra”, assim disse o doutor Christian Trajano, gerente de Educação e Prevenção ao Doping do COB.

Kawazoe acrescenta que é necessário que os médicos das equipes estejam atentos ao fato de que agora necessitarão solicitar AUTs para os seus atletas para as vias de administração. Que dessa maneira eram permitidas e passarão a ser consideradas doping a partir de 2022.

“Isso naturalmente deverá implicar aumento de solicitações de AUT. Dessa maneira os médicos deverão se manter atualizados e atentos para evitar procedimentos proibidos a partir de 2022.” Por fim comentou.

Foto divulgação Anna Shvets/Pexels.com

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