A sessão “Lendas CIMTB Michelin” desta semana conta um pouco da história do ciclista chileno Sebastián Miranda. Aos 30 anos de idade, o ciclista de Santiago do Chile já é uma figurinha assídua da CIMTB. Em 2023, completa seu décimo ano correndo as provas da CIMTB Michelin, com o objetivo de estar presente em suas quatro etapas: Araxá (MG), de 14 a 16 de abril, Nova Lima (MG), de 23 a 25, Taubaté (SP), de 25 a 27 de agosto, e Congonhas (MG), de 22 a 24 de setembro.
1) Como começa sua história esportiva?
Antes do ciclismo joguei futebol e também tênis. Depois, aos 14 anos, comecei a competir no ciclismo.
2) Como a bicicleta entra na sua vida?
Meu irmão competia antes por volta dos anos 2000. E foi ele que me ensinou este esporte. No ano de 2007, fui à minha primeira competição na categoria cadete. Fiquei em quarto lugar e isso me deu motivação para melhorar. Dois meses depois, fui para a minha segunda prova, e fiquei em primeiro lugar.
3) Como a bicicleta muda de um simples esporte para tua profissão?
Ao terminar a escola (com 18 anos) foi o momento em que tomei a decisão de me dedicar profissionalmente. Não é uma decisão fácil, porque o normal é continuar a estudar e depois trabalhar de acordo com os estudos. No meu caso, eu optei pelo ciclismo como profissão e hoje posso dizer que foi a melhor decisão que poderia tomar.
4) Quais os principais resultados que você tem na sua carreira?
Sou 8 vezes campeão nacional de MTB em distintas categorias. Medalha de bronze em um Pan-Americano de XCE (Eliminator) e campeão dos Jogos Bolivarianos, na Colômbia.
5) E na CIMTB Michelin? Quantas vezes esteve competindo aqui no Brasil? Lembra as cidades que esteve?
2014 foi minha primeira participação na CIMTB na cidade de São João Del Rei. Depois estive em Araxá, Taubaté e Petrópolis.


6) Tem alguma recordação especial das participações em CIMTB Michelin?
Sim, em São João Del Rei, o meu primeiro pódio, que foi o quarto lugar na Sub-23. E em 2018, o meu primeiro Top 10 e consequentemente pódio no XCO de Araxá. Foi muito especial para mim porque na minha primeira participação em Araxá, no ano de 2015, fiquei em 30º lugar. Conseguir um Top 10, alguns anos depois, foi muito satisfatório.
7) Como foi competir com Henrique Avancini e Héctor Leon Páez, campeões mundiais, na mesma prova na CIMTB?
Competir com o Avancini e com o Páez foi algo muito motivador. Eles são referências em nosso esporte há muitos anos. Ambos foram campeões Pan-Americanos e Mundiais, o que para nós latinos é um orgulho.
8) Qual sua opinião sobre a organização da CIMTB Michelin?
Para mim é a melhor organização da América. Rogério (Bernardes) sempre foi muito cordial com a gente em todas nossas participações.
9) O que representa o ciclismo na tua vida?
Representa muitíssimo. Me abriu o mundo e tem me dado muitas alegrias.
10) Para 2023, quais os principais objetivos da temporada?
Para este ano temos um grande desafio, ao ser o País anfitrião dos Jogos Pan-Americanos 2023. Por esta razão é que temos um calendário latino-americano importante como preparação. Calendário que contempla todas as etapas da CIMTB.
11) E para o futuro, o que planeja…
Tenho meu projeto pessoal em paralelo à minha carreira esportiva. Muitos projetos futuros para seguir ligado ao ciclismo.
Fotos divulgação
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