O Velódromo do Rio de Janeiro sediará o Campeonato Mundial de Paraciclismo de Pista com 287 atletas de 39 países
Pela segunda vez, o Velódromo do Rio de Janeiro sediará o torneio mais importante de paraciclismo do mundo. A pista de 250 metros, que já foi palco de quebras de recordes em 2018 e é conhecida como uma das mais rápidas do mundo, receberá 287 atletas, incluindo 25 brasileiros, para o Campeonato Mundial de Paraciclismo de Pista a partir da próxima quarta-feira (20). Os competidores não só buscarão medalhas, mas também a última oportunidade de acumular os pontos necessários para se qualificarem para os Jogos Paralímpicos de Paris 2024.
As disputas do Paraciclismo são regidas pela União Ciclística Internacional (UCI) e pelas confederações nacionais, e são divididas em eventos de estrada e de pista. Nos eventos de estrada, todas as categorias estão representadas, com atletas competindo em triciclos (classes T1 e T2), handbikes (classes H1 a H4), Tandem (para deficientes visuais) e classes C1 a C5 (para quem possui algum nível de deficiência físico-motora).
No caso dos eventos de pista, como o Mundial, apenas as categorias Tandem e Classes C competem. Os atletas das classes C são alocados em suas respectivas classes de 1 a 5, de acordo com a avaliação médica funcional. Quanto mais alta a classe, menor é o grau de comprometimento físico-motor.
Nesta edição, o número de participantes bateu recorde com 218 atletas e 69 atletas-pilotos. Serão realizadas um total de 50 categorias de disputa, sendo 24 femininas, 24 masculinas e duas mistas, incluindo sete da classe Tandem e 43 das classes C. Abaixo, estão listadas as provas que serão disputadas no Campeonato Mundial de Paraciclismo de Pista 2024:


Individual pursuit (perseguição individual)
Nesta corrida, dois atletas largam em pontos opostos da pista, percorrendo uma distância de 3 km (para mulheres e homens das classes C1 a C3) ou 4 km (para homens das classes Tandem, C4 e C5). Vence quem obtiver o menor tempo ou alcançar seu adversário (ou seja: quando seu pedal alcançar o pedal da bicicleta do oponente).
Categorias: Tandem feminino, Tandem masculino, C1 a C5 femininos e C1 a C5 masculinos.
1 km time trial (contrarrelógio de 1 km)
Nesta prova, o atleta entra sozinho na pista e vence quem completar o percurso de 1 km em menos tempo.
Categorias: Tandem feminino, Tandem masculino e C1 a C5 masculinos.
500 m time trial (contrarrelógio de 500 m)
Nesta prova, a atleta entra sozinha na pista e vence quem completar o percurso de 500 m em menos tempo.
Categorias: C1 a C5 femininos.
Sprint (corrida de velocidade)
Corrida curta e intensa em que ambos largam no mesmo ponto da pista e vence quem terminar o percurso primeiro. A disputa começa com uma fase classificatória em que cada dupla no Tandem tenta completar o percurso de 200 m em menos tempo (Flying 200). Os quatro mais rápidos encaram uma semifinal disputada em melhor de três. Os vencedores se enfrentam pelo ouro e os semifinalistas eliminados disputam o bronze.
Categorias: Tandem feminino e Tandem masculino.
Mixed tandem team sprint (Corrida Mista de velocidade por equipes Tandem)
É uma corrida de velocidade disputada num percurso de 750 m por equipes Tandem que podem ser formadas por homens e mulheres. Apesar do nome, a prova é mais parecida com a perseguição individual do que com o sprint individual. Duas equipes (cada uma formada por dois atletas e dois atletas-pilotos) se posicionam em pontos opostos da pista. Vence quem fizer o menor tempo.
Categoria: Tandem misto.
Team sprint (Corrida de velocidade por equipes)
É uma corrida de velocidade disputada num percurso de 750 m (três voltas) por equipes mistas tanto em classes quanto em naipes (uma mesma equipe pode ter homens e mulheres de classes diferentes de C1 a C5). Cada classe tem uma pontuação diferente: os atletas de classes de menor comprometimento valem mais pontos e uma equipe não pode ultrapassar os 10 pontos, o que mantém o equilíbrio. Apesar do nome, a prova é mais parecida com a perseguição individual do que com o sprint individual. Duas equipes de três atletas cada se posicionam em pontos opostos da pista. Ao fim de cada volta, o atleta que lidera abre caminho para que o próximo ciclista da equipe assuma a ponta. Vence quem fizer o menor tempo.
Categoria: Classes C misto.
Scratch
Prova individual em que os ciclistas partem juntos de um mesmo ponto, em pelotão, e vence quem concluir o percurso primeiro. A agenda masculina prevê qualificatórias de 7,5 km, caso sejam necessárias, e 15 km na fase final. A feminina começa já nas finais com um percurso de 10 km.
Categorias: C1 a C5 femininos e C1 a C5 masculinos.
Omnium
É a combinação de um combo de quatro corridas: contrarrelógio, perseguição individual, scratch e flying 200 m. Por fim vence quem somar mais pontos no final. À exceção do Flying 200, prova curta e intensa em que vence quem percorrer em menos tempo o percurso de 200 m, as outras pontuações vêm das disputas já realizadas nas respectivas categorias.
Categorias: C1 a C5 femininos e C1 a C5 masculinos.
Eliminação (disciplina de exibição)
Nesta disputa, os atletas largam todos juntos, em pelotão. A cada duas voltas, o último atleta é eliminado, até restarem apenas dois, que disputam a primeira colocação. Esta prova separa os ciclistas apenas por gênero. Assim como no Team Sprint, não há divisão por classes. Entretando no Mundial, essa disciplina ocorre em modo de exibição – isto é, é apenas amistosa e não vale título.
Categorias: Classes C femininas e Classes C masculinas.
Programação das provas na íntegra: clique aqui.
Resultados das provas: clique aqui.
Fotos divulgação Marco Antonio Teixeira / CBC
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