Laboratório de teste divulga estudo dos principais capacetes de ciclismo

Capacetes

A Folksam, um grupo de seguros sueco com histórico em testes de produtos de segurança, publicou resultados de um teste de um laboratório independente com 27 dos principais capacetes da indústria de ciclismo.

O laboratório que também faz avaliação semelhante em capacetes equestres e de esqui, divulgou seus dados no final de maio, mês passado. O vencedor, nada convencional, do teste foi o capacete estilo airbag da Hövding.

Capacetes

As avaliações foram executadas em conjunto com um laboratório de testes independente, considerando uma ampla variedade de cenários, respondendo a testes de absorção de choque em conformidade com as normas EN 1078, um teste de impacto oblíquo com rotação em torno dos eixos X, Y e Z, mas também simulações em computador.

Dezoito dos capacetes testados foram equipados com a tecnologia MIPS, dois com SPIN e um com WaveCel. Essas tecnologias são todas projetadas para combater a aceleração rotacional no cérebro no caso de um acidente, assim oferecendo o movimento de uma estrutura interna contra a parte externa no caso de um acidente.

Nos testes, os capacetes equipados com essas tecnologias tendem a melhorar bastante. Todos os capacetes recomendados pela Folksams contudo tem alguma dessas forma extra de proteção contra as forças rotacionais.

Helena Stigson, PhD, Professora Associada da Traffic Safety Research escreveu na abertura do relatório:

“Todos os dias vários ciclistas sofrem lesões na cabeça, que são algumas das lesões mais graves que um ciclista pode sofrer. Estudos de acidentes na vida real mostram que os capacetes de bicicleta são muito eficazes na redução de ferimentos graves e fatais. Dois em cada três ferimentos na cabeça por acidentes de bicicleta poderiam ter sido evitados se o ciclista usasse um capacete.” Por fim comentou.

Assim a professora Stigson faz referência aos dados da Grã-Bretanha e da Suécia. Na Grã-Bretanha, dados de hospitais que cobrem a Inglaterra e a Escócia revelaram que 18.546 ciclistas deram entrada nos hospitais entre abril de 2018 e março de 2019. Isso entretanto equivale a cerca de 40 desses incidentes por dia. Dessa maneira, são 78% de probabilidade de sofrer algum traumatismo craniano, de acordo com a referência cruzada de dados (Talbot et al. 2014).

Um estudo anterior (Olivier e Creighton 2016) demonstrou que o risco de lesões na cabeça pode ser reduzido em 69% quando o capacete é usado.

Capacetes

Conforme determinado pelo laboratório de teste, veja abaixo os 9 capacetes recomendados:

Hövding 3 – 76% (Recomendado)
Biltema Cykelhjälm MIPS – 37% (recomendado)
MIPS Tec Quadriga – 23% (recomendado)
Bell Super Air R MIPS – 19% (recomendado)
Bontrager Spectre WaveCel (recomendado)
Scott Vivo Plus – 22% (recomendado)
Bell Trace MIPS – 20% (Não é recomendado, embora tenha desempenho superior à mediana para absorção de choque)
Specialized S-Works Prevail II MIPS – 18% (Recomendado)
MIPS Occano – 18% (recomendado)

Assim os resultados completos do estudo estão disponíveis no link.

Mais informações no site da Folksam.

Observação:

Os números de fato são impressionantes a favor do Hövding 3. Porém e no caso de se pedalar em trilhas onde passamos muito perto de arvores e as vezes até mesmo batemos e arranhamos nossos capacetes tradicionais?

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