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Mercado de Bicicletas elétricas no Brasil movimenta mais de R$ 500 milhões por ano

O mercado de bicicletas elétricas no Brasil continua em expansão. Dados divulgados pela Aliança Bike (Associação Brasileira do Setor de Bicicletas) revelam números impressionantes: em 2023, chegaram ao país cerca de 200 mil novas unidades entre bicicletas elétricas e autopropelidos, considerando veículos importados e fabricados nacionalmente. Esse número reflete o crescente interesse do público por alternativas sustentáveis de transporte e lazer.

As bicicletas elétricas com pedal assistido, conhecidas como e-bikes, responderam por 25% das vendas (50 mil unidades) em 2023, enquanto os autopropelidos, como scooters elétricas e bicicletas com acelerador, representaram 75% (150 mil unidades). O segmento de pedal assistido teve um crescimento de 12% em relação a 2022, indicando um aumento gradual e sólido. Desde 2016, o número de e-bikes no Brasil saltou de 7.600 para 230 mil unidades, com projeções de atingir 300 mil até 2025.

Segundo a Aliança Bike, o mercado exclusivamente de bicicletas elétricas (excluindo autopropelidos) movimenta cerca de R$ 506 milhões ao ano, com destaque para dois segmentos principais:

  • Mobilidade urbana (54%)
  • Mountain Bikes Elétricas (E-MTB, 44%)

Embora os modelos urbanos dominem em número, as E-MTB são responsáveis pela maior parte do valor movimentado no setor, com um tíquete médio de R$ 15.618, quase três vezes o valor médio de uma e-bike urbana (R$ 5.871).

A nova regulamentação, publicada em 2023, redefiniu os critérios para ciclomotores, bicicletas elétricas e outros veículos autopropelidos, permitindo maior potência (até 1000W) e velocidades superiores (até 32 km/h). A mudança incentivou um aumento na importação desses produtos, cuja média mensal triplicou no segundo semestre de 2023, passando de 4.537 para 16.766 unidades/mês.

Segundo a Aliança Bike, o segmento de pedal assistido deve crescer entre 13% e 21% em 2024, podendo alcançar 60 mil novas bicicletas ao longo do ano.

“As bicicletas elétricas continuam mostrando um crescimento sustentado e representam uma resposta promissora para o futuro do nosso setor”, afirma Rodrigo Coelho, Presidente do Conselho Deliberativo da Aliança Bike.

As bicicletas elétricas consolidam-se como um dos mercados mais promissores dentro do setor ciclístico, atraindo investimentos e inovação. Para Jonatas Gallego, líder de mercado da Specialized no Brasil, as E-MTB são o presente e o futuro:

“Elas exigem um desenvolvimento técnico maior, mas o retorno é significativo, tanto em funcionalidade quanto em volume financeiro”.

No entanto, a relação entre oferta e demanda ainda enfrenta desafios, especialmente diante de um cenário econômico instável. A Aliança Bike segue monitorando o mercado, promovendo a sustentabilidade e o fortalecimento da economia da bicicleta no Brasil desde 2003.

Assim para mais informações acesse o boletim completo no site da Aliança Bike.

Foto divulgação

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