São Paulo sem ciclofaixas temporárias nos finais de semana

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Com a não permissão da prefeitura da ativação das ciclofaixas, ciclistas tiveram de enfrentar trânsito aberto

A suspensão das ciclofaixas temporárias de lazer na capital paulista e em municípios da Grande São Paulo teve seus primeiros grandes testes nos últimos dois finais de semana. Pela determinação de muitas prefeituras, as ciclofaixas não poderão ser ativadas a partir do dia 28 de março e até que termine a fase emergencial. Isso, entretanto, não intimidou os usuários, que estiveram aos milhares às ruas das cidades nos dias no início do decreto e neste domingo de Páscoa (4 de abril).

Considerado o principal meio de transporte frente à pandemia, tendo sido eleito pela OMS como o mais seguro por permitir a mobilidade e evitar aglomerações, a bike é a alternativa de muitos para escapar dos perigos do excesso de pessoas nos transporte público, bem como para a prática esportiva, importante para aumentar a imunidade e também para sair da rotina da pandemia. Diante deste cenário, a ida às ruas seria inevitável.

O grande volume de pessoas deixou claro também que a ativação das ciclofaixas mostra-se necessária, pois permite a organização do processo e evita inúmeros acidentes. Com a falta de um lugar especifico, corredores, caminhantes, carros (especialmente onde não há ciclovias) e bikes acabam dividindo espaço, aumentando o risco de contaminação e acidentes. Foi comum no domingo presenciar essa disputa.

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A Federação Paulista de Ciclismo apoia a ativação das ciclofaixas.

“O mundo inteiro indica a prática do ato de pedalar para qualquer situação. É muito importante a bicicleta, e a falta da ciclofaixa temporária causa maior tumulto, pois acaba a organização e coloca em risco as pessoas. Temos de pensar na segurança de todos e isso deve vir em primeiro lugar. Contudo sempre levando em conta os protocolos de segurança, como usar máscara e evitar aglomeração”. Então destaca José Claudio dos Santos, presidente da Federação Paulista de Ciclismo.

Outro ponto importante diz respeito ao impacto econômico que a proibição acarreta. Afinal, são cerca de 800 colaboradores (bandeirinhas, motorista e apoio ao trânsito) que, neste fim de semana, perderam a ajuda de custo. Neste momento delicado que o país atravessa, não contar com a única fonte de renda possível. Sem contar, que desafiar o trânsito para pedalar sem o apoio desses colaboradores é ainda mais arriscado.

“Queremos apenas que os governantes percebem a importância das ciclofaixas de lazer temporárias. Muito importantes em um momento complicado e que exige bastante compreensão de todos”, por fim comenta o presidente da FPCiclismo.

Fotos divulgação FPCiclismo

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