O momento olímpico é muito mais do que as disputas por medalhas

momento olímpico

Na verdade, representa história, educação e promoção de valores essenciais à sociedade

O momento olímpico é muito mais do que as disputas por medalhas. Na verdade, representa história, educação e promoção de valores essenciais à sociedade. Todos nós saímos um pouco melhores depois de cada Olimpíada. Cada história é uma proposta de vida, de luta, de respeito ao adversário, de responsabilidade e compromisso em ser o melhor de nós.

Claro que ficamos felizes quando um atleta de nosso país vence e conquista uma medalha. Qual amante do ciclismo não torceu por Henrique Avancini (MTB) e por Renato Rezende (BMX)? Seria sensacional uma medalha inédita para o ciclismo.

Além das medalhas

Mas, observando por outro ângulo, a grandeza que esses 2 ciclistas já transmitem pela história incrível e pelas pessoas guerreiras que são, por si só, já é um presente para quem ama o esporte.

Os valores que impulsinam os atletas a buscarem o topo e a paixão pelo desafio não pertencem apenas ao mundo do esporte. Superar obstáculos em busca de um prêmio, seja ele qual for, vale para o esportista, e deve fazer parte da vida de todos nós.

Eu nunca estive nos Jogos Olímpicos como atleta. Muitas vezes temos que fazer opções e seguir o caminho que acreditamos ser o melhor. Para ser uma atleta olímpica, temos que fechar os olhos pra qualquer outra coisa que não seja a preparação para competir.

Eu fiz outra escolha, optei pela maternidade. Fato, não foi fácil. Era muito jovem quando tive meus filhos, fiquei grávida do Gabriel com 19 anos e com 22 anos nasceu Luana. Hoje, quando olho pra eles, como agradeço pela escolha que fiz. Fato é, medalha nenhuma iria compensar ficar longe deles e não ver meus pequenos crescerem e se tornarem essas duas pessoas que admiro tanto. Todas as escolhas ofertam perdas e ganhos. Importante é saber pesar o que realmente nos faz olhar pra trás e dizer: escolheria o mesmo caminho mil vezes.

Os convites

Sem falsa modéstia, não tenho dúvidas que Deus me deu muito talento e raça digna de uma atleta vencedora. Mas, os anos me ensinaram que para vencer era necessário cair de cabeça na carreira de atleta e colocar o restante em segundo plano, inclusive ser mãe. Recebi alguns convites, como o de ser cidadã italiana e representar o país recebendo toda estrutura necessária para fazer um grande trabalho, mas neguei. Também escutei Eddy B., treinador do americano Greg Lemon, me dizer: você é a ciclista mais veloz que já vi, pode conquistar o que quiser, olimpíadas, mundiais, etc., pra isso, precisa sair do Brasil e fazer o trabalho certo. Mas, nem isso foi capaz de me fazer escolher outro caminho, optei por ser mãe, estar perto dos meus filhos e ser atleta no Brasil, perto deles.

Ciclista e comentarista

A minha grande experiência nos Jogos Olímpicos foi como comentarista de ciclismo no canal Sportv por 7 edições olímpicas, de 1992 até 2016. Acho que esse trabalho acalmou meu coração e transformou meu sonho olímpico.

Delícia de trabalho! Por 27 anos falando de ciclismo e me sentindo tão perto de atletas fenomenais. Quantas vezes não tive que segurar o choro e a emoção.

Quantas vezes não fiquei 6 horas no ar e nem senti o tempo passar.

Muita gratidão por toda esse experiência, pelo valor do esporte em minha vida, pelo espírito olímpico que nunca morreu em mim, pelos amigos que fiz, pelos ensinamentos, pelas vitórias, mas também pelas derrotas, que me fizeram mais forte.

Um forte abraço Iêda Botelho

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Foto divulgação Pixabay

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