Debates apontam caminhos para solucionar falta de bicicletários

aromeiazero

As conversas acontecerão às 19h dos dias 13, 19 e 26 de abril através das redes sociais do Instituto Aromeiazero

O Instituto Aromeiazero em parceria com a Ciclocidade e apoio do Itaú Unibanco irá realizar ao longo do mês de abril bate-papos a fim de dialogar sobre a falta de bicicletários na cidade de São Paulo. As conversas acontecerão em formato de live através das redes sociais da ONG e serão comandadas por representantes de instituições e de bicicletários referências como Ascobike, Niterói de Bicicleta, Bike Zona Sul, Parceiros da Alegria e Tembici. Além deles, também haverá a participação do ex-assessor de mobilidade da Prefeitura de Bogotá-Colômbia, Ricardo Montezuma.

Diferente de outros meios de transporte, a bicicleta promove a mobilidade sustentável, a saúde, a geração de renda, a ciclologística e o lazer, além de ser o meio de transporte mais eficiente em distâncias de até 7km, possibilitando que seja utilizada em trajetos curtos ou em trajetos mais longos, a partir da integração com outros modais, como o transporte público de alta capacidade (trem, metrô, monotrilho, terminais de ônibus urbanos). Para a garantia dessa integração, insere-se a importância não só da constituição de rede cicloviária acessível, mas também de bicicletários.

A lei

Na cidade de São Paulo, foi estabelecido pela Lei SICLO (Lei nº16.885/2018) e pelo Plano de Mobilidade (PlanMob 2015) a meta do município em cumprir, até 2024, a implantação de bicicletários em todas as estações e terminais de transporte coletivo. Esse desafio é reforçado pelo Plano de Metas (2021-2024), que insere como objetivo implantar bicicletários em todos os terminais urbanos de ônibus municipais. Porém, atualmente apenas 48 dos 162 locais elencados (30%) têm bicicletários. Dos bicicletários existentes, destaca-se a superlotação e o não atendimento da demanda, tanto na cidade quanto na metrópole paulista.

Neste contexto, o Instituto Aromeiazero desenvolve o projeto “Mais Bicicletários”, que propõe-se a implementar um bicicletário em áreas com altos índices de vulnerabilidade. Com modelo de gestão comunitária, ele será gerido por grupo, coletivo ou associação do território em questão, gerando renda local e impacto social. Além dos suportes para o estacionamento das bicicletas e zeladoria das mesmas, o espaço propõe-se a oferecer serviços adicionais como mecânica de bicicletas, vestiário, espaço de apoio a ciclologística, café e espaço para venda de bicicletas recondicionadas na oficina mecânica, sendo também ponto de promoção de ações de uso da bicicleta no território. 

Visto isso, foi estabelecido um ciclo de conversas, com duração de 1h30 cada, que propõe inserir e problematizar a questão dos bicicletários dentro do projeto, como um processo informativo ao redor desta pauta. Essa é apenas uma das ações do Instituto para buscar apoio do poder público e ampliar o número de bicicletários na cidade de São Paulo. Participe!

Serviço

Quando: 13/04/2022
Horário: 19h
Onde: Youtube e Facebook do Aromeiazero 
Tema: Bici o que? O que são, para o que servem e porque amamos tanto esses bicicletários 
Com quem: Adilson Alcântara – Bicicletário Ascobike – Mauá-SP

  • Filipe Simões – Niterói de Bicicleta – Niterói-RJ 
  • Flávio Soares – Ciclocidade – São Paulo-SP
  • Ricardo Montezuma – Ex-assessor de mobilidade da Prefeitura de Bogotá,Colômbia 
  • Mediação – Suzana Nogueira – Consultora em Planejamento de Mobilidade Urbana

Quando: 19/04/2022
Horário: 19h
Onde: Youtube e Facebook do Aromeiazero 
Tema: Bicicleta dá em árvore? – a falta que um bicicletário faz nas bordas das cidades
Com quem:  Paulo Alves – Bike Zona Sul – São Paulo-SP

  • Edivan Cruz – Parceiros da Alegria (Edivan) – Salvador-BA
  • Rogério Rai – Pedale-se – São Paulo-SP 
  • Mediação: Renata Falzoni – Portal Bike é Legal 

Quando: 26/04/2022
Horário: 19h
Onde: Youtube e Facebook do Aromeiazero 
Tema:  Um cantinho pra chamar de nosso – bicicletário é um direito e um bom negócio
Com quem:  Reginaldo Assis de Paiva – CPTM São Paulo

  • Mariana Cruz –  Tembici
  • Jean Carlos Martins do Vale –  Bike Zona Leste
  • Mediação: Aromeiazero
Sobre o Aromeiazero

O Instituto Aromeiazero é uma organização sem fins lucrativos que utiliza a bicicleta para reduzir as desigualdades sociais e contribuir para tornar as cidades mais resilientes. Os projetos contam com patrocínio de empresas e pessoas físicas, além de leis de incentivo, sendo grande parte das ações em periferias e comunidades vulneráveis. Desde 2011, as iniciativas do Aro promovem uma visão integral da bicicleta, potencializando expressões culturais e artísticas, geração de renda e hábitos de vida saudáveis. Assim para maiores informações acesse o site: https://www.aromeiazero.org.br.

Foto divulgação

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