Agência Mundial Antidoping (WADA) analisa proibição de 4 anos a Rússia

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Decisão da WADA poderia impedir a Rússia dos Jogos Olímpicos de Tóquio

O Comitê de Revisão de Conformidade (CRC) da Agência Mundial Antidopagem recomendou uma proibição de quatro anos à Rússia depois que o país não cumpriu os requisitos que a WADA havia estabelecido para a Rússia entregar todos os dados laboratoriais do laboratório de Moscou.

O Comitê Executivo da WADA deve discutir a recomendação em 9 de dezembro em sua reunião em Paris.

Especialistas forenses independentes encontraram inconsistências nos dados que foram recuperados do Laboratório de Moscou em janeiro de 2019. Uma transferência completa dos dados foi posteriormente uma das pré-condições para a Rússia permanecer restabelecida após seu escândalo de doping de 2015, patrocinado pelo Estado.

A WADA exigia dados autênticos para garantir que todos os atletas russos com resultado positivo pudessem ser punidos. Assim também garantir que atletas russos inocentes fossem limpos de suspeitas, informou a agência em comunicado à imprensa.

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A WADA disse que os dados de Moscou “não são completos nem totalmente autênticos”. Visto que quando comparados a uma cópia de 2015 fornecida por um denunciante, a cópia de 2019 contudo não apresenta “centenas de descobertas analíticas adversas presumidas que aparecem na cópia de 2015 do banco de dados LIMS”.

Documentos burlados

Aliás alumas das alterações foram feitas antes da WADA concordar em restabelecer a Rússia. Mas “outras exclusões e / ou alterações significativas foram feitas em dezembro de 2018 e janeiro de 2019. Ou seja, depois que o WADA impôs o requisito de dados), informou a agência.

A WADA acrescentou que os dados incluíam “evidências fabricadas plantadas” que faziam parecer que o denunciante Dr. Grigory Rodchenkov e dois co-conspiradores que igualmente falsificaram entradas “em um esquema para extorquir dinheiro dos atletas”. Então excluíram evidências que provavam que outro membro da equipe estava envolvido em encobrindo o doping por atletas russos em 2014 e 2015.

O escândalo de doping já viu partes da equipe russa barradas nos Jogos Olímpicos 2016 no Rio de Janeiro, e igualmente pode comprometer a participação da equipe nos Jogos Olímpicos de Tóquio em 2020.

Opinião

Segundo o New York Times, o Comitê Executivo da WADA deve apoiar a proibição, que ainda assim poderá ser contestada no Tribunal de Arbitragem do Esporte. Isso permitiria que federações internacionais individuais liberassem alguns atletas para participarem como atletas independentes.

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O país pode enfrentar outras sanções, incluindo a proibição de todas as competições internacionais para todos os signatários da WADA, incluindo a UCI. Todavia não está claro no relatório se os atletas poderiam competir como independentes em eventos não olímpicos, onde os competidores competem com equipes nacionais.

A recomendação além disso também pede que a Rússia seja proibida de sediar ou licitar a realização de eventos esportivos por quatro anos. Similarmente impede que funcionários / representantes do governo russo participem como “membros dos conselhos ou comitês ou quaisquer outros órgãos de qualquer Código Signatário (ou de seus membros) ou associação de signatários “.

Os atletas russos contudo só podem competir em grandes eventos se puderem provar que não estão envolvidos no esquema de doping, sendo mencionados no relatório independente original por Richard McLaren. Primordialmente os que não têm testes de doping positivos nos dados do laboratório ou não tiveram seus dados de amostra manipulado.

Em 2016, os ciclistas Dmitry Sokolov, Kirill Sveshnikov e Dmitry Strakhov foram impedidos de competir no Rio e tentaram processar a McLaren e a WADA por serem acima de tudo “manchados injustamente como trapaceiros”.

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