Brasil Ride chega com força total em Minas Gerais na próxima temporada

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A Brasil Ride chega com tudo no ano que vem em Minas Gerais, estado que é considerado o berço do mountain bike nacional. Entre os dias 2 e 6 de março, estarão reunidos em Conceição do Mato Dentro alguns dos melhores ciclistas do mundo, entre eles campeões olímpicos e mundiais, disputando a Brasil Ride Espinhaço. No último dia do evento, sábado (6), igualmente outras centenas de atletas se juntam aos participantes da prova por etapas, para a disputa da Maratona do Cipó. Corrida responsável por fechar com chave de ouro a disputa.

A competição tem tudo para ser o grande assunto de 2021 em Minas Gerais. Isso porque o estado vai receber pela primeira vez renomados ciclistas estrangeiros, como o holandês Bart Brentjens, primeiro campeão olímpico e mundial, e o português Tiago Ferreira, vencedor europeu e mundial.

O presidente da FMC, Paulo Aquino.

“Sem dúvida nenhuma, principalmente por se tratar de um ano olímpico, no qual estes atletas estão muito em evidência e prestes a competir”, assim avalia Aquino.

“Conceição do Mato Dentro é considerada por muitos como a capital mineira do ecoturismo e tem como principal atração as cachoeiras, recebendo um volume alto de turistas durante o ano. Somando este conteúdo à realização da Brasil Ride, a região torna-se igualmente conhecida e valorizada para a prática de competições de alto rendimento. Trará um giro maior na economia local com o consumo de produtos e serviços entre os negócios locais e a melhoria na qualidade, o que pode resultar possibilidades de expansão na região”, assim prevê o gestor da FMC.

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Pelotão na Brasil Ride
(Josue Fernandez / Brasil Ride)
Hugo Prado, ciclista, treinador e dono da Assessoria OCE.

“Nós aqui de Minas Gerais estamos vendo com muito bons olhos o evento. O estado assim tem se consolidado como uma grande potência do mountain bike, com vários atletas de ponta vivendo aqui, por causa da topografia e da geografia”, comenta Hugo Prado Neto.

“O local da prova, ao meu ver, é um dos melhores para a prática do MTB, não só no Brasil, mas como no mundo todo. Por essas características, sua beleza local e trilhas, pode tornar-se a principal prova deste esporte mundialmente falando. Como treinador, vejo toda empolgação dos atletas amadores e profissionais. Então, nada mais óbvio do que ter uma prova premium no estado que também é premium no MTB”, por fim completa.

Intercâmbio cultural

O poder de romper fronteiras é uma marca da competição, que sempre recebe ciclistas de diversos países. Américas, Europa, África, Ásia e Oceania, já estiveram representadas nas provas realizadas pela Brasil Ride no País. Um deles é o suíço Lukas Kaufmann (FKS Factory Racing), que disputou todas as edições da ultramaratona na Bahia e não esconde a ansiedade de competir no quintal de casa, uma vez que mora em Belo Horizonte desde que pisou o solo brasileiro pela primeira vez, em 2010.

“Conceição do Mato Dentro tem tudo para receber uma prova de sucesso. É uma região feita para o mountain bike. Com a chegada da Brasil Ride, a cidade tem toda possibilidade de crescer e ficar conhecida no mundo todo. No inverno europeu, os ciclistas que lá vivem procuram locais para viajar e no Brasil sobram lugares. É o país com o maior potencial no mundo. Acredito que não tenha nada igual ao Espinhaço por aqui. Tem lugares parecidos, mas nada como lá, que é do lado de Belo Horizonte, uma capital de estado com toda estrutura. Os estrangeiros irão adorar. Vou torcer muito para dar certo e ficarei feliz com o sucesso”, enaltece Kaufmann.

Desenvolvimento social

A chegada da Brasil Ride nos locais por onde passa sempre é transformadora em vários aspectos. Esse é um dos poderes que eventos de grande porte. Que dessa maneira têm de mudar o cotidiano das pessoas, seja direta ou indiretamente. Natural da Chapada Diamantina, na Bahia, onde tudo começou na história da ultramaratona, o jovem Ulan Galinski, hoje ciclista profissional da Caloi Team, é surpreendentemente um dos frutos colhidos pela realização do evento.

“A Brasil Ride é um megaevento esportivo e o esporte tem um poder social muito grande. Todos que tiverem a chance de prestigiar a prova, sairão de lá com uma mensagem importante. A cultura do ciclismo tem esse poder, seja você competindo, fazendo parte da organização, ou apenas como espectador. Dessa maneira isso acaba inspirando e incentivando os nativos da comunidade a conhecer e praticar o esporte. Quem sabe não saia dali um futuro campeão”, destaca Ulan.

“Além do mais, pelo fato de ser um evento grandioso, acaba mexendo e beneficiando toda a economia da cidade e da região, ajudando no desenvolvimento e crescimento de toda comunidade de forma geral”, por fim completa.

Assim mais informações no site da Brasil Ride

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